10 marcas brasileiras para comprar roupa sem gênero

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Diana Assennato em 15 de agosto de 2016
Diversidade e representatividade de gênero fazem bem à sociedade, à política e também aos negócios. A indústria da moda já entendeu que ouvir comunidades e suas necessidades específicas garante não só um público fiel, como uma fatia valiosa de mercado. A roupa sem gênero é o assunto do momento.

Gay, transgênero, hétero ou sem gênero: o público alvo tem cada vez menos uma cara só, e a moda se tornou uma grande ferramenta para essa geração que deseja construções mais leais da sua própria personalidade.

Roupa sem gênero, agender  ou gênero fluido são uma tendência estética de um vestir não designado a homens ou mulheres, e sim à expressão de gêneros diferentes em uma mesma pessoa.

Conversamos com mulheres e homens que vestem saias, cuecas, alfaiataria e pedrarias de forma aleatória e misturada, e separamos as marcas brasileiras que estão representando a fluidez de gênero da nova geração.

10 marcas brasileiras de roupa sem gênero

1.YouCom

A marca mais citada em nossa pesquisa pratica preços entre R$49,90 e R$220 e atende um público mais jovem. Camisetas-vestido para os meninos, cortes retos e fechados para meninas em peças democráticas. Tente a seção “Todo Mundo Pode Usar”.

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2. Trendt

Conceitual e futurista, a Trendt já está tão à frente do mercado tradicional que o selo de “moda sem gênero” não define mais seus diferenciais. A identidade agenderé o que eles são. Hoje, o estilista Renan Serrano está mais preocupado em descobrir formas de criar tecidos resistentes à sujeira, temperatura e degradação para criar uma moda para todos.

Com camisetas feitas em moulage (técnica usada na alta-costura que molda a roupa no corpo) e influência dostreet-sportwear, Renan brinca com alfaiataria alongada e referências esportivas.

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3. Pair

A Pair é o que a moda chama de concept store ou “loja conceito”, chamando a atenção no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Dedicada à democracia do vestir, a Pair constrói um acervo focado no preto e branco, com pequenas variações de cinza. “A ideia não é incentivar o consumidor a usar total branco ou preto, e sim encontrar em um só lugar produtos nestas cores para compor um espaço e estilo.”

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4. Cem Freio

A marca do criativo Victor Apolinário fala de inclusão, divisão e acolhimento em uma discussão de gênero que também é social. Negro e da periferia, Apolinário busca igualdade no entremeio entre o feminino e o masculino, numa discussão forte sobre o que é ser um estilista, pobre e negro no Brasil.

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5. Another Place

A Another Place tem um manifesto muito claro: “respeitamos o ser humano como o todo que é. Macho ou fêmea. Porque roupa é expressão e todo mundo pode e deve usar o que quiser, o que couber, independentemente do sexo. Do estilo. Da profissão.”

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6. FUCKT! 

O estilista da marca, Everton Moreira, tem uma produção familiar e conta com a ajuda do pai e da mãe, mas suas peças atendem em cheio uma nova geração de estética minimalista, que se comunica visualmente através da moda. Em entrevista ao site Estilistas Brasileiros, Everton conta: “desenho a coleção da marca para atender um público que procura o básico com linguagem prática, de pegada streetwear e não-gênero, pra galera que quer e não encontra isso.”

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7. RAW Clothing 

Em inglês, a palavra raw significa “cru, em estado natural”. De beleza minimalista com influência urbana e tropical, a marca brasileira independente de roupa sem gênero passeia suas coleções pelo mundo das artes, da fotografia e do design. Dê uma olhada na seção Agender Basics.

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8. Pangea

Cearense, a marca Pangea é conhecida por suas pesquisas e estudos para adequar constantemente suas peças aos seus consumidores. Moda unissex e sem gênero, foca na neutralidade e na liberdade de escolha de seu cliente. Em conceito de “totalidade”, a palavra pangea representa o caráter universal que uma roupa sem gênero possuiu, sem distinção ou segmentação.

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9. Ocksa

A dupla gaúcha de estilistas Deisi Witz e Igor Bastos nomearam a marca com uma palavra sueca que significa “soma”. Com uma proposta estética atemporal e unissex, o foco de suas coleções está no utilitarismo e na praticidade, através de uma roupa que precisa saber vestir o dia a dia.

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10. Beira

Com um manifesto instigante, a marca carioca propõe ao seu cliente que use as suas roupas do avesso, deixando que a costura o guie no entendimento da construção das peças. Em seu site, a estilista Lívia Campos conta: “Até a metade do projeto chamávamos as roupas de unissex, porque elas são verdadeiramente desenhadas para o corpo masculino e feminino. Recentemente acreditamos que estamos caminhando além dessa definição num movimento de aproveitar a versatilidade das nossas peças”.

A marca também propõe uma ressignificação do vestir através de “passagens escondidas” que permitem que o cliente transforme o seu próprio caimento.

 

Captura de tela 2016-08-16 às 2.35.55 PMFonte: Freethessence

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